sábado, 17 de outubro de 2009

Casar ou não, eis a questão ?


Os casamentos pela igreja têm a vindo a diminuir, queixa-se a Igreja Católica. O porquê desta situação julgo eu encontar na vida que estas novas gerações são obrigadas a viver, a insegurança no trabalho, hoje em dia tanto homens como mulheres,estas por este facto deixam o casamento como segunda ou mesma terceira opção de vida, e aquelas que chegam a essa conclusão só querem filhos já com uma idade avançada para aquilo que as suas precedentes onde casar e ter filhos era o "destino da mulher" ,tem como objctivo primordial a construção de uma carreira profissional, a conjuntura internacional com os juros para empéstimos da compra de nova casa proíbitivos já para não falar na "selecção" apertada que os bancos hoje em dia fazem ; a falta de uma rede de creches decentes em que os pais possam deixar os seus filhos em segurança, aquelas que as há, são de preços proíbitivos para quem inicia uma vida nova ; um das príncipais razões se não a principal, são sem sombra de dúvida, os salários demasiadamente baixos para quem quer constituir família e, depois as ajudas para quem quer ter filhos são baiximos, a começar pelos abonos concedidos pelo estado, assim vamos continuar a observar uma descida demografica acentuada, com todas as consequências para o país que esta situação acarreta.
E depois, há sempre a razão religiosa, a Igreja Católica não soube ou não quiz actualizar-se com a vinda dos novos tempos e mudanças fatais que estes trazem, a questão do preservativo, a condenação da igreja faz das uniões de facto e, depois (esta já é uma razão pessoal, não morro de amores por este Papa), dizem que um homem de uma inteligência fora do vulgar, ultraconsevador, não é carismático como era João Paulo II, aberto às populações e aos jovens, falava a mesma liguagem deles, as sua constantes viagens apostólicas conseguia arrastar mesmo aqueles mais cépticos.
Por isto todo, a conjuntura não é de todo favorável ao casamento, é mais uma dor de cabeça, do que um factor de realização pessoal.

2 comentários:

Patrícia disse...

Hum... eu adorava ter filhos, casar-me (por esta ordem), e fazer uma festarola de celebração com as pessoas que mais amo. =) Nada de igreja, vestido balofo e pesado, etc, etc. Imagino uma coisa muito mais ligeira, menos cansativa, e pouco convencional. =)
Acho que os noivos acabam por levar o dia do seu casamento como uma canseira desgraçada. (bah!)

ergela disse...

Podes crer minha amiga, é uma canseira e, a pipa de massa que se gasta? Acredito que para as mulheres e para alguns homens é um momento marcante, mas aqui o que falo é mais profundo do que isso, é a pressão da vida moderna, que a igreja católica não quiz e não quer compreender e, como sabemos a influência que tem no nosso país.

:)Beijão.