
Adeptos do tunning em protesto
Os adeptos do chamado "tunning" pretendem realizar novas manifestações para exigir a legalização dos veículos e ponderam recorrer aos tribunais europeus contra o Governo português.
Carlos Silva, dirigente da associação "Força do tunning" disse à Lusa que, "se o Governo não der passos no sentido de regulamentar a actividade do sector, haverá manifestações públicas em todo o país".
A associação – acrescentou – pondera, também, o recurso ao Tribunal Europeu de Justiça, dado que Portugal continua a ser o único país europeu em que o "tunning" não foi legalizado.
Carlos Silva falava à margem da segunda edição do «Porto Tuning MotorShow» que decorre este fim-de-semana no Queimódromo do Porto e em que participam mil viaturas.
O dirigente associativo considera "inadmissível" que a GNR continue a passar multas e "o Governo não faça nada", e avisa que os adeptos do "tunning" vão passar à acção.
"Queremos que os carros possam ser modificados e inspeccionados de forma legal", acentuou, considerando que o vazio na legislação causa imensos prejuízos ao sector automóvel, já que as modificações – muitas delas feitas em Espanha – criariam negócios e empregos.
O novo Código da Estrada, em vigor desde 2005, estipula que a transformação das características técnicas dos carros "é autorizada nos termos fixados em regulamento".
O problema é que este documento nunca chegou a ser publicado, criando um vazio legal que originou uma "perseguição sistemática ao tunning", sustenta.
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), antiga Direcção-Geral de Viação, tem dito que está a elaborar um projecto de regulamento para enquadrar "todo o tipo de transformações em automóveis e seus reboques" e que "vai analisar especificamente as questões relacionadas com o tunning".
O tema vai estar, este sábado, em análise no "Porto Tunning Motor Show", certame que decorre numa área de 50.000 metros quadrados, e que inclui uma grande exposição de viaturas personalizadas e também de fabricantes, importadores, representantes, clubes e associações.
Carlos Silva garante que "os visitantes são surpreendidos pelo nível das viaturas expostas, pela variedade de produtos, componentes, acessórios e serviços disponibilizados pelo sector profissional".
O evento engloba, também, iniciativas de entretenimento, com DJ´s, provas de aceleração, provas de som, e insufláveis.
Haverá, ainda, exibições de perícia em automóvel e moto, como "drift", "stunt riding", e "freesytle" (inclusive de Ferrari).
JN
Devo dizer claramente que sou a favor da proibição total do tunning. E não podia deixar de o ser, porque colide com os meus direitos de cidadão pacato, e em segundo lugar com o direito à minha saúde auditiva pois não tenho que "levar" com aquilo que essa gente sem respeito pelos outros me impõe a ouvir em altos e potentes ruídos, para já não falar da poluição estética e do mau gosto, quando se transforma um objecto desenhado, projectado por técnicos peritos na criação de carros, com bom gosto, aquando da sua feitura, para já não falar das ligações ao mundo das corridas ilegais, que já causaram mortos, delinquência variada que todos nós sabemos que existe e não temos coragem de a denúnciar, porque invariavélmente o português é suave por natureza.