domingo, 31 de outubro de 2010

Já começa a apetecer.




E então com um cházinho é que é.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Aí vem tormenta para o fim de semana.


E eu com as castanhas para apanhar na minha aldeia ! Isto está bonito está ?

Domingo muda a hora.


Domingo dormimos mais uma horita, é que muda a hora, não esqueçer de atrasar os relógios 1 hora

domingo, 24 de outubro de 2010

Quentinhas e boas .


Aí estão elas, assadas, cozidas, são elas o prenúncio de uma estação do ano. Eu por mim já as comi, estavam bem boas.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

100 anos da República Portuguesa.



VIVA A RESPÚBLICA.
LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE.

domingo, 26 de setembro de 2010

Aos domingos.






Aos domingos as ruas estão desertas
e parecem mais largas.
Ausentaram-se os homens à procura
de outros novos cansaços que os descansem.
Seu livre arbítrio algremente os força
a fazerem o mesmo que fizeram
os outros que foram fazer o que eles fazem.
E assim as ruas ficaram mais largas,
o ar mais limpo, o sol mais descoberto.
Ficaram os bêbados com mais espaço para trocarem as pernas
e espetarem o ventre e alargarem os braços
no amplexo de amor que só eles conhecem.
O olhar aberto às largas perspectivas
difunde-se e trespassa
os sucessivos, transparentes planos.

Um cão vadio sem pressas e sem medos
fareja o contentor tombado no passeio.

É domingo.
E aos domingos as árvores crescem na cidade,
e os pássaros, julgando-se no campo, desfazem-se a cantar empoleirados nelas.
Tudo volta ao princípio.
E ao princípio o lixo do contentor cheira ao estrume das vacas
e o asfalto da rua corre sem sobressaltos por entre as pedras
levando consigo a imagem das flores amarelas do tojo,
enquanto o transeunte,
no deslumbramento do encontro inesperado,
eleva a mão e acena
para o passeio fronteiro onde não vai ninguém.
António Gedeão, Novos Poemas Póstumos, 1990(in Poesia Completa, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 2a. Ed., 1997, p. 188).