
Meu uivo é o lamento da escuridão É o som da tristeza que corta a noite Mas não é só dor A razão do meu canto Esperança ainda guardo Pois se meu uivo alcança o céu É teu o nome que eu chamo.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
A Imprensa Espanhola Ignora a Cimeira

24º encontro luso-espanhol
Cimeira Ibérica arranca hoje em Zamora com saúde, energia e crise na agenda
Arranca esta manhã, em Zamora, a 24.ª cimeira luso-espanhola. O habitual encontro anual, com a presente edição a corresponder a 2008, é este ano marcado por protocolos sobre a saúde nas áreas transfronteiriças e a energia, bem como na análise da crise económica internacional.A cooperação sanitária transfronteiriça entre Portugal e Espanha vai ser regulada por protocolo. Esta iniciativa quer regular a prestação de cuidados de saúde nos dois lados da fronteira a residentes ou a visitantes. Do lado espanhol afecta as quatro Comunidades com fronteira com Portugal: Galiza, Castela e Leão, Extremadura e Andaluzia. Um dos objectivos do protocolo será definir a área geográfica portuguesa.No campo da energia, vai ser proposta a comissão instaladora do Centro Ibérico de Energias Renováveis de Badajoz. A presidência deste centro de investigação deverá ser atribuída a um português, seguindo o espírito que levou à nomeação de um cientista espanhol para a direcção do Instituto de Nanotecnologia de Braga.Da reunião sairão também acordos sobre as datas das ligações de TGV de Lisboa a Vigo e Lisboa-Madrid, bem como da localização da estação de Caia/Badajoz da futura linha de alta velocidade. Na área do ambiente são assinados um protocolo sobre a qualidade do ar na Península Ibérica e um acordo para a constituição do parque internacional do Tejo.A construção da refinaria de Balboa, na Extremadura espanhola, que suscita apreensões nos investidores turísticos do Alqueva e críticas dos grupos ambientalistas, não está formalmente na agenda. Fontes diplomáticas portuguesas asseguram que só após o período de consulta pública, que termina em 24 de Fevereiro, será feito um ponto da situação. Os pareceres já divulgados, como o da Agência Portuguesa do Ambiente, de Fevereiro do ano passado, foram muito críticos. Em meados de Dezembro último, em Espanha, organizações como a Greenpeace, o WWF e os Amigos da Terra consideraram o projecto "irracional e desnecessário".Menos "quente" é a cooperação na área militar. A segunda reunião do Conselho de Segurança e Defesa aprovará no âmbito da formação militar ibérica uma réplica do programa Erasmus.Na cidade onde, em 4 e 5 de Outubro de 1143, Afonso VII e o seu primo Afonso Henriques estabeleceram os limites geográficos do reino português, Rodríguez Zapatero e José Sócrates vão analisar os respectivos programas de resposta à crise internacional. O objectivo é estudar a articulação destes programas, sobretudo nas áreas das infra-estruturas e da energia.
Cimeira Ibérica arranca hoje em Zamora com saúde, energia e crise na agenda
Arranca esta manhã, em Zamora, a 24.ª cimeira luso-espanhola. O habitual encontro anual, com a presente edição a corresponder a 2008, é este ano marcado por protocolos sobre a saúde nas áreas transfronteiriças e a energia, bem como na análise da crise económica internacional.A cooperação sanitária transfronteiriça entre Portugal e Espanha vai ser regulada por protocolo. Esta iniciativa quer regular a prestação de cuidados de saúde nos dois lados da fronteira a residentes ou a visitantes. Do lado espanhol afecta as quatro Comunidades com fronteira com Portugal: Galiza, Castela e Leão, Extremadura e Andaluzia. Um dos objectivos do protocolo será definir a área geográfica portuguesa.No campo da energia, vai ser proposta a comissão instaladora do Centro Ibérico de Energias Renováveis de Badajoz. A presidência deste centro de investigação deverá ser atribuída a um português, seguindo o espírito que levou à nomeação de um cientista espanhol para a direcção do Instituto de Nanotecnologia de Braga.Da reunião sairão também acordos sobre as datas das ligações de TGV de Lisboa a Vigo e Lisboa-Madrid, bem como da localização da estação de Caia/Badajoz da futura linha de alta velocidade. Na área do ambiente são assinados um protocolo sobre a qualidade do ar na Península Ibérica e um acordo para a constituição do parque internacional do Tejo.A construção da refinaria de Balboa, na Extremadura espanhola, que suscita apreensões nos investidores turísticos do Alqueva e críticas dos grupos ambientalistas, não está formalmente na agenda. Fontes diplomáticas portuguesas asseguram que só após o período de consulta pública, que termina em 24 de Fevereiro, será feito um ponto da situação. Os pareceres já divulgados, como o da Agência Portuguesa do Ambiente, de Fevereiro do ano passado, foram muito críticos. Em meados de Dezembro último, em Espanha, organizações como a Greenpeace, o WWF e os Amigos da Terra consideraram o projecto "irracional e desnecessário".Menos "quente" é a cooperação na área militar. A segunda reunião do Conselho de Segurança e Defesa aprovará no âmbito da formação militar ibérica uma réplica do programa Erasmus.Na cidade onde, em 4 e 5 de Outubro de 1143, Afonso VII e o seu primo Afonso Henriques estabeleceram os limites geográficos do reino português, Rodríguez Zapatero e José Sócrates vão analisar os respectivos programas de resposta à crise internacional. O objectivo é estudar a articulação destes programas, sobretudo nas áreas das infra-estruturas e da energia.
DD
Acabo de consultar a imprensa espanhola e não existe uma referência a esta cimeira (só a agência estatal EFE é muito pouco), é desta forma que "nuestros hermanos" tratam as relações ibéricas e última instância Portugal, com indeferência. Por cá não faltará enviados especiais, comemtadores sortidos, directos das televisões etc. é a parolice lusa, já para não falar que em negociação, ficamos sempre a perder com os espanhois, no fim é o nacional porreirismo a funcionar.
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Relações Internacionais
Educação

PS garante maioria contra suspensão da avaliação dos professores
Um dos socialistas que em Dezembro votaram ao lado do CDS agora vota de acordo com a bancada do PS. É o suficiente para inviabilizar o diploma.
João Bernardo, um dos seis deputados do PS que a 5 de Dezembro votaram ao lado da oposição a favor de uma iniciativa do CDS para suspender o processo de avaliação dos professores, mudou o seu sentido de voto e, na sexta-feira, votará contra uma iniciativa semelhante dos centristas. Um voto que é o suficiente para inviabilizar o diploma.
Recorde-se que, em Dezembro, um projecto de resolução do CDS para suspender a avaliação recebeu o voto favorável de seis deputados do PS e a abstenção de um outro - o texto teria sido aprovado, se não tivessem faltado à votação 35 deputados da oposição (dos quais 28 do PSD).
O CDS transformou essa resolução num projecto de lei, que vai a votos sexta-feira, mas o Expresso confirmou que só cinco socialistas estarão agora contra a orientação de voto do PS: Manuel Alegre, Teresa Portugal, Matilde Sousa Franco, Eugénia Alho e Júlia Caré. Cinco votos que não chegam, pois o PS tem uma vantagem de seis deputados sobre a oposição.
João Bernardo explicou ao Expresso que, embora em Dezembro estivesse "totalmente de acordo" com a iniciativa do CDS, mudou o seu sentido de voto devido à evolução verificada entretanto na posição do Ministério da Educação. Por um lado, o regime simplificado proposto pelo ME "contempla quatro quintos do projecto do CDS", diz o deputado socialista. Por outro, a equipa de Maria de Lurdes Rodrigues aceitou negociar a revisão do Estatuto da Carreira Docente, lembra João Bernardo. Duas posições que, segundo o parlamentar socialista, são "uma janela de oportunidade para os sindicatos". Até agora quem cedeu em todo este processo foi o Ministério da Educação e os sindicatos estão numa postura puramente reivindicativa, até com arrogância", conclui.
Também Odete João, a socialista que em Dezembro se absteve, fazendo a balança pender para o lado da oposição, deverá agora votar de acordo com a orientação oficial do seu partido, segundo o Expresso apurou.
Assim, a iniciativa do CDS só será aprovada caso se verifiquem faltas inesperadas na bancada socialista. Mas a direcção do grupo tudo tem feito para garantir que todos estão presentes. Não está autorizada qualquer ausência e mesmo os deputados que estariam em missão parlamentar foram mandados regressar a Lisboa a tempo da votação.
É preciso que os sindicatos principalmente aqueles que manipulam os professores precebam que todo o trabalhador em Portugal é avaliado, pelo patrão, chefe, gostem ou não.
Fica claro que o CDS mais uma vez "cavalga a onda " do descontamento, é estratégia de Portas a já nos habituou no passado e deu na derrota de 2005 , agora não vai ser diferente.
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Politíca Nacional
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Permane a Brejeirice e a Boçalidade da JSD Herdadas de Alberto João

JSD acusa Laurentino Dias de se «esconder» atrás de uma «cerveja»
A JSD acusou hoje o secretário de Estado da Juventude e Desporto de «se esconder atrás de uma garrafa de cerveja» por alegadamente ter trocado uma reunião no Parlamento por uma cerimónia numa empresa cervejeira
A acusação, feita em comunicado pelo líder nacional da JSD, Pedro Rodrigues, foi já desmentida por fonte da secretaria de Estado da Juventude e Desporto (SEJD), que lamenta que a estrutura da juventude do PSD «prefira fazer política com base em mentiras».A JSD acusa Laurentino Dias de ter faltado sem aviso prévio à reunião trimestral no Parlamento com a Comissão de Educação e Ciência, para alegadamente presidir à assinatura de um protocolo entre a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a Central de Cervejas.«Mais uma vez o SEJD furtou-se a dar resposta aos problemas que a juventude portuguesa enfrenta, escondendo-se, desta vez, atrás de uma garrafa de cerveja. Talvez assim ele se lembre que além de secretário de Estado do desporto é o responsável pela juventude», alega Pedro Rodrigues, em comunicado.Em protesto contra a ausência de Laurentino Dias no Parlamento, a JSD encenou hoje em frente a São Bento a apresentação daquilo que chamou «cervejas rosa», representando o falhanço da política de juventude do Governo.«O Governo do Eng. Sócrates não considera a juventude como uma prioridade estratégica. Despreza a juventude e o futuro do país», acusa Pedro Rodrigues.A versão da secretaria de Estado é substancialmente diferente. Fonte da SEJD garante que a mudança da data da reunião foi solicitada com uma semana de avanço ao presidente da comissão, António José Seguro, e que o encontro foi «remarcado» para 10 de Fevereiro, tendo a nova data sido comunicada em devido tempo aos deputados.Na origem da mudança da data terá estado um conflito de agenda. À hora da reunião, marcada para a passada terça-feira, Laurentino Dias estava, segundo fonte SEJD, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, na apresentação oficial da nova marca turística da entidade regional de turismo Porto e Norte de Portugal ERT-PNP, presidida pelo social-democrata Melchior Moreira.Uma hora depois, ainda segundo a mesma fonte, Laurentino Dias presidiu à assinatura de Protocolo entre a Liga Portuguesa de Futebol Não Profissional e a Central de Cervejas e Bebidas, que abrange os clubes da terceira divisão, até aqui sem patrocínio.«A JSD sabe que as coisas se passaram assim e por isso está de má fé», argumenta fonte da secretaria de Estado. Também a Juventude Socialista, pela voz do seu líder nacional, Duarte Cordeiro, acusa a estrutura de jovens sociais-democratas de «imitar os piores tiques da líder do PSD [Manuela Ferreira Leite], propagando informações erradas sem olhar a meios».
Lusa/SOL
A acusação, feita em comunicado pelo líder nacional da JSD, Pedro Rodrigues, foi já desmentida por fonte da secretaria de Estado da Juventude e Desporto (SEJD), que lamenta que a estrutura da juventude do PSD «prefira fazer política com base em mentiras».A JSD acusa Laurentino Dias de ter faltado sem aviso prévio à reunião trimestral no Parlamento com a Comissão de Educação e Ciência, para alegadamente presidir à assinatura de um protocolo entre a Liga Portuguesa de Futebol Profissional e a Central de Cervejas.«Mais uma vez o SEJD furtou-se a dar resposta aos problemas que a juventude portuguesa enfrenta, escondendo-se, desta vez, atrás de uma garrafa de cerveja. Talvez assim ele se lembre que além de secretário de Estado do desporto é o responsável pela juventude», alega Pedro Rodrigues, em comunicado.Em protesto contra a ausência de Laurentino Dias no Parlamento, a JSD encenou hoje em frente a São Bento a apresentação daquilo que chamou «cervejas rosa», representando o falhanço da política de juventude do Governo.«O Governo do Eng. Sócrates não considera a juventude como uma prioridade estratégica. Despreza a juventude e o futuro do país», acusa Pedro Rodrigues.A versão da secretaria de Estado é substancialmente diferente. Fonte da SEJD garante que a mudança da data da reunião foi solicitada com uma semana de avanço ao presidente da comissão, António José Seguro, e que o encontro foi «remarcado» para 10 de Fevereiro, tendo a nova data sido comunicada em devido tempo aos deputados.Na origem da mudança da data terá estado um conflito de agenda. À hora da reunião, marcada para a passada terça-feira, Laurentino Dias estava, segundo fonte SEJD, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, na apresentação oficial da nova marca turística da entidade regional de turismo Porto e Norte de Portugal ERT-PNP, presidida pelo social-democrata Melchior Moreira.Uma hora depois, ainda segundo a mesma fonte, Laurentino Dias presidiu à assinatura de Protocolo entre a Liga Portuguesa de Futebol Não Profissional e a Central de Cervejas e Bebidas, que abrange os clubes da terceira divisão, até aqui sem patrocínio.«A JSD sabe que as coisas se passaram assim e por isso está de má fé», argumenta fonte da secretaria de Estado. Também a Juventude Socialista, pela voz do seu líder nacional, Duarte Cordeiro, acusa a estrutura de jovens sociais-democratas de «imitar os piores tiques da líder do PSD [Manuela Ferreira Leite], propagando informações erradas sem olhar a meios».
Lusa/SOL
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Politíca Nacional
Nunca Precebi o que as Nossas Tropas Lá Estavam a Fazer
As Forças Armadas portuguesas vão terminar a sua participação na missão no Iraque, no âmbito da NATO, até ao final deste mês. O anúncio feito pelo ministro da defesa no Parlamento.Nuno Severiano Teixeira revela que, face à alteração das condições de segurança e perante a impossibilidade de um acordo entre o governo iraquiano e a NATO sobre o estatuto dos militares, Portugal irá terminar a sua participação na missão da Aliança Atlântica.“Portugal mantém, no quadro de formação da NATO no Iraque uma equipa de 6 elementos. A alteração das condições de segurança e não ter sido encontrado um acordo sobre o estatuto dessas forças, fez com que Portugal e outros países da NATO suspendessem essa missão. A missão que era previsto terminar em Julho de 2009, acabará no fim deste mês de Janeiro”, garantiu o ministro no final de uma audiência de quase duas horas com a Comissão Parlamentar de Defesa.Portugal vai manter, no entanto, a sua missão no Kosovo e no Líbano com o mesmo número de militares. Em relação ao Afeganistão, vai seguir para aquele país mais uma equipa de treino e outra médica. A pedido da Aliança Atlântica, Portugal vai contribuir com um avião C-130 para o período eleitoral, de três meses
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Politíca Nacional
História da Maçonaria
A Maçonaria dá uma crescente atenção à sua História. Pela mesma razão que cada sociedade o deve fazer: os sucessos passados são a base da situação presente e as lições para as atuações futuras. Conhecer a sua História é beneficiar de uma aprendizagem duramente feita, ao longo de séculos. E uma parte dessa aprendizagem foi a conveniência de distinguir entre o que é História da Maçonaria e o que são histórias à roda ou inspiradas na Maçonaria. Esta aprendizagem fez-se na Maçonaria como se fez na sociedade. Ainda no século XIX, a História (com H maiúsculo), em resultado da cultura baseada no Romantismo da época, pouco mais era do que a narração de episódios épicos envoltos em véus tecidos pela imaginação, que realçavam as qualidades dos que na época eram incensados. A evolução da Ciência Histórica gradualmente habituou-nos à necessidade de fixação de factos e ações em função das provas documentais ou de outra natureza existentes. Por vezes caindo-se porventura no extremo oposto da recusa de dar por assente determinado facto ou ação, porque se não encontrava prova considerada bastante para o ter como verificado, em exagero que dá um novo e particular e enviesado significado à expressão Tribunal da História...Da época em que a pesquisa histórica se enleava com a imaginação romântica, sobram-nos alguns mitos, que, à falta de comprovação, pelo menos nos estimulam os egos e a imaginação. O rigor histórico dos dias de hoje permite estabelecer, com algum pormenor e o devido rigor, o crescimento e a evolução da Maçonaria, desde a fundação da Premier Grand Lodge de Londres, em 1717, até à contemporaneidade. Neste período, já significativo, a tarefa do investigador histórico está facilitada pelo profuso acervo documental que os maçons se habituaram a deixar para a posteridade. Só o facto de ser rotineira, desde há séculos, a elaboração e guarda de atas registando os sucessos ocorridos nas reuniões das Lojas facilita enormemente o trabalho do investigador. Em muitos casos, poder-se-á até dizer que o problema porventura será já o oposto: o excesso de documentação, que dificulta, quiçá torna impraticável, normalmente, a análise de toda a documentação e a extração das pérolas de interesse histórico do meio da imensidão de registos de reuniões banais de gente vulgar tomando decisões corriqueiras.Já quando se busca conhecer as origens históricas da Maçonaria as dificuldades são maiores. Os documentos e registos não abundam e rareiam mais à medida que se recua no tempo. O manuscrito mais antigo relacionado com a Maçonaria que se conhece é o Poema Regius, de finais do século XIV, um poema sobre os deveres morais, divulgado nos tempos modernos por Halliwell-Phillips numa comunicação, intitulada Da Introdução da Maçonaria em Inglaterra, apresentada na sessão de 1838-1839 da Sociedade de Antiquários. O manuscrito do poema é, por esse facto, também por vezes referido como Manuscrito Halliwell (ver aqui alguns elementos sobre o poema Regius, incluindo a transcrição do seu teor, em inglês arcaico e a sua "tradução" para o inglês moderno).Através deste documento, confirma-se que as Lojas das corporações de construtores em pedra, os maçons que hoje designamos por operativos, existiam organizadamente no século XIV e, mais importante, que já nessa época, não se preocupavam unicamente com a guarda, transmissão e aprendizagem das técnicas de construção (algumas avaramente guardadas, como, por exemplo, a forma prática de tirar ângulos retos, imprescindível para que os edifícios fossem construídos com os cantos efetivamente a 90 graus e não ficassem com as paredes tortas, em aplicação da chamada 47.º Proposição de Euclides, a formulação geométrica do - agora - bem conhecido Teorema de Pitágoras), mas evidenciavam também interesse pelas regras de comportamento moral. Ou seja, o mais antigo documento relacionado com a Maçonaria mostra-nos que os maçons operativos já começavam a ser também especulativos, muito antes da transformação das instituições da Maçonaria Operativa na moderna Maçonaria Especulativa.Os documentos históricos disponíveis e analisados indicam que a moderna Maçonaria Especulativa tem o seu início nos séculos XVII-XVIII nas Ilhas Britânicas, mediante evolução das Lojas das corporações de construtores em pedra pré-existentes. Os construtores (que não tinham só preocupações profissionais, mostra-nos o Regius) foram paulatinamente aceitando entre si elementos não pertencentes à profissão (senhores que os protegiam e que lhes davam trabalho, depois intelectuais que consideravam e que, pelo seu prestígio local, valorizavam as suas Lojas), originando uma surpreendentemente rápida transição da Maçonaria Operativa para a moderna Maçonaria Especulativa. Simbolicamente, marca-se o início formal desta através da constituição da Premier Grand Lodge de Londres, em 1717. Mas, na época, e antes, havia outras Lojas, para além das quatro Lojas de Londres fundadoras dessa Grande Loja, designadamente, na Escócia, na Irlanda e na região de York. Da Maçonaria pré-estabelecida na região de York reclama-se herdeira - e mais antiga Grande Loja do Mundo - a relativamente pouco conhecida (e não reconhecida pela UGLE e pela Maçonaria Regular) The Grand Lodge of All England at York.Desde a fundação da Premier Grand Lodge, a evolução histórica da Maçonaria até aos dias de hoje é bem conhecida
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