
Meu uivo é o lamento da escuridão É o som da tristeza que corta a noite Mas não é só dor A razão do meu canto Esperança ainda guardo Pois se meu uivo alcança o céu É teu o nome que eu chamo.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Luis Filipe Menezes é que Tem Razão
Escolha de Santana Lopes é de "inqualificável incoerência"Luís Filipe Menezes volta a lançar um forte ataque à líder do PSD, Manuela Ferreira Leite. Desta vez as criticas de Menezes giram à volta da escolha do candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes.
Manuela Ferreira Leite volta hoje a ser o alvo de Luís Filipe Menezes tendo como base a escolha de Pedro Santana Lopes para candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Num artigo de opinião publicado no Jornal de Notícia, o anterior líder do PSD classificou a decisão como uma “inqualificável incoerência”. Luís Filipe Menezes escreve no seu artigo de opinião que a decisão anunciada na noite da passada terça-feira “demonstra inqualificável incoerência, tacticismo sem convicções e uma falta de seriedade intelectual levada ao absurdo”. Menezes deixa, no entanto, um claro apoio a Santana Lopes nas autárquicas, nome que há pouco mais de um ano aprovou para ascender a líder parlamentar dando-lhe assim uma visibilidade significativa já que contava com Santana para a “primeira linha dos combates eleitorais de 2009”. O ex-líder do PSD deseja “boa sorte” a Santana Lopes e considera mesmo que ele “tem tudo para vencer” em Lisboa já que a “liderança de António Costa em Lisboa é um erro de casting, de alguém que ainda veste o fato de Ministro de Estado, mas com uma manifesta inabilidade para uma função mais executiva”. Menezes diz, no entanto, que ao apoiar Santana Lopes, não aplaude a decisão da direcção do PSD e apresenta quatro razões para o fazer. Recorda que “foi Manuela Ferreira Leite e o seu núcleo central de apoiantes quem mais diabolizou a imagem de Santana” nomeadamente quando condenaram a subida deste à liderança do partido em 2005. Foi também Manuela Ferreira Leite quem “indiciou que não teria votado nele nas eleições legislativas” e que afirmou “só há seis meses” que “só tinha votado PSD porque as eleições legislativas eram eleições de voto partidário e não de confiança uninominal”. Menezes recorda ainda que “foi a presidente do PSD que, na qualidade de presidente do Conselho Nacional, suportou a decisão de afastar Santana Lopes da corrida eleitoral de Outubro de 2005”. A fechar as quatro razões para condenar a atitude da direcção do PSD, Luís Filipe Menezes lembra que “foram elementos proeminentes” da equipa de Ferreira Leite quem mais contestou a decisão de conceder a liderança do Grupo Parlamentar a Santana Lopes e que só por decoro não evoca citações dos actuais vice-presidentes Aguiar Branco, António Borges, ou Castro Almeida sobre “o populismo de Pedro Santana Lopes”. A fechar Menezes refere que foi com “alguma repugnância” que assistiu ao anúncio feito pelo “inenarrável Castro Almeida” que “envergonhadamente” referiu em primeiro lugar a candidatura a Braga, em “detrimento da prioridade que devia merecer a indigitação do concorrente à capital de Portugal”.
rtp
Se ele o diz ???
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
O Prestigio de Obama.

Time elege Obama "Homem do Ano"
"Chegou à cena norte-americana como um trovão, reformulou a nossa política, despedaçou décadas de sabedoria convencional e superou séculos de ordem hierárquica social», afirma a revista ao explicar alguns dos motivos da eleição de Obama.
De Obama, que será o presidente número 44 da história dos EUA a partir de 20 de Janeiro, a publicação norte-americana assinala também, que para além desses feitos simbólicos, a sua vitória eleitoral produziu-se num momento de crise e "actuou de uma maneira sem precedentes para formar uma Administração que proporcione confiança a um mundo em plena mudança".
Acrescenta que uma das "qualidades mais salientes do sucessor de George W. Bush "é ser a antítese da retórica: Consegue que se façam as coisas. É um homem que faz coisas, é o "senhor resolve tudo" que vai para Washington".
A revista sublinha também que Obama, de 47 anos, considerou que a designação como "homem do ano 2008" deveria ser atribuída a outras personalidades destacadas dos Estados Unidos e de outros países.
Público
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Esta Vai Ficar no Anedotário Nacional.
Quando ontem José Pedro Aguiar Branco coordenador autárquico anunciou o candidato a Lisboa o inevitável Pedro Santana Lopes começou por anunciar o candidato a Braga, e só depois o próprio PSL, poderia começar por anunciar por exemplo o candidato a Aljustrel. Quanto à estratégia de Manuela Ferreira Leite não permitir que candidatos às autárquias não poderam ser deputados à A.R. é bem pensado, porque parte do princípio que PSL não fará grande resultado em Lisboa, e assim afasta devarinho o ex-presidente de CML, lembro que ainda à pouco tempo nenhum deles concordava com as ideias, um de outro, isto só prova a desorientação que vai no PSD.
Vai ser uma disputa por Lisboa interessante por Lisboa a melogamia o populismo de PSL e as malfeitorias feitas.Para além do estrangulamento financeiro que PSL deixou Lisboa, que ainda hoje a câmara está a pagar divídas deixadas , espero que os Lisboetas não tenham curta memória.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
O Novo Filme Fofinho da Pixar.
Até a Rolex Está em Crise.

Don't turn to us, say second-hand luxury stores in Singapore, who are being swamped with requests from people desperate to sell their luxury goods.
Traditionally resilient during times of economic downturn, more than 70 second hand shops in the city-state are feeling the chill of recession, as the appetite for expensive goods has fallen sharply despite big discounts.
"Rolex prices have been like a reliable currency in the past, but there are signs that even Rolex is hit by this recession wave," said Ngo Han, an avid watch collector.
"New Rolexes are selling at much lower prices than before and that has trickled down to the second-hand market," Ngo said.
Home to the highest density of millionaires in the world, Singapore is a wealth management center and a shopping destination for the region's wealthy.
UNAFFORDABLE LUXURIES
Second-hand stores that stock luxury goods, such as brand name bags and flatscreen televisions, experienced a boom in the past few years, as rising incomes and the need to upgrade to keep up with fast-changing fashions created a fertile secondary market for designer wares.
But with the city-state becoming the first Asian country to slip into recession this year, customers are changing their habits.
Where once they would have bought Rolexes or Patek Philippes that can cost over S$10,000, (about $6,775), they now opt for models that cost under S$5,000, (about $3,390), shop owners said.
"Business has gone down about 20 to 30 percent. The interest to buy watches is still there, but whether people can afford to buy is another thing," said Alvin Lye of Monster-Time.
His online store, http://www.monster-time.com/, carries second hand watches from Breitling, Audemars Piguet, Cartier and Longines.
During lunch hour in Singapore's financial district, people fill up May Fong's second-hand luxury bag store, but few are buying, even with many of the bags going at a 50 percent discount.
"There is definitely a drop in business. People are more conscious (of their) spending, even if it's a bargain," Fong said.
A crise já chegou à ROLEX, se a crise continua assim, até a marcas de luxo, entram em recessão.
Isto é que vai uma crise ... e então os magnatas já não compram o luxo?( peço desculpa pelo artigo estar em inglês, mas é só para se preceber que a crise chega a todos).
Poema de Jorge de Sena sobre o Natal
NATAL DE 1971
NATAL DE 1971
Natal de quê? De quem?Daqueles que o não têm?Dos que não são cristãos?O de quem traz às costasas cinzas de milhões?Natal de paz agoranesta terra de sangue?Natal de liberdade num mundo de oprimidos?Natal de uma justiça roubada sempre a todos?Natal de ser-se igual em ser-se concebido,em de um ventre nascer-se,em por amor sofrer-se,em de morte morrer-se,e de ser-se esquecido?
Natal de caridade,quando a fome ainda mata?Natal de qual esperança num mundo todo de bombas?Natal de honesta fé,com gente que é traição,vil ódio, mesquinhez,e até Natal de amor?Natal de quê? De quem?Daqueles que o não têm,ou dos que olhando ao longe sonham de humana vida um mundo que não há?Ou dos que tortura me torturados são na crença de que os homens devem estender-se a mão?
Porto, Campo das Letras, 2004
Jorge de Sena
José Fanha (org.)
De palavra em punho
NATAL DE 1971Natal de quê? De quem?Daqueles que o não têm?Dos que não são cristãos?O de quem traz às costasas cinzas de milhões?Natal de paz agoranesta terra de sangue?Natal de liberdade num mundo de oprimidos?Natal de uma justiça roubada sempre a todos?Natal de ser-se igual em ser-se concebido,em de um ventre nascer-se,em por amor sofrer-se,em de morte morrer-se,e de ser-se esquecido?
Natal de caridade,quando a fome ainda mata?Natal de qual esperança num mundo todo de bombas?Natal de honesta fé,com gente que é traição,vil ódio, mesquinhez,e até Natal de amor?Natal de quê? De quem?Daqueles que o não têm,ou dos que olhando ao longe sonham de humana vida um mundo que não há?Ou dos que tortura me torturados são na crença de que os homens devem estender-se a mão?
Porto, Campo das Letras, 2004
Jorge de Sena
José Fanha (org.)
De palavra em punho
Mário Soares Avisa...
A CRISE E OS MILHÕES1. A crise aprofunda-se e generaliza-se. Os Estados desviam milhões, que vêm directamente dos bolsos dos contribuintes, para evitar as falências de bancos mal geridos ou que se meteram em escandalosas negociatas. Será necessário. Mas o povo pergunta: e as roubalheiras, ficam impunes? E o sistema que as permitiu - os paraísos fiscais -, os chorudos vencimentos (multimilionários) de gestores incompetentes e pouco sérios, ficam na mesma? E os auditores que fecharam os olhos - ou não os abriram suficientemente - e os dirigentes políticos que se acomodaram ao sistema, não agiram e nem sequer alertaram, continuam nos mesmos lugares cimeiros, limitando-se a pedir, agora, mais intervenções do Estado, com a mesma desfaçatez com que antes reclamavam "menos Estado" e mais e mais privatizações?Pedem-se e pediram-se sacrifícios para cumprir as metas do défice, impostas por Bruxelas. Mas, ao mesmo tempo, os multimilionários engordaram - os mesmos que agora emagreceram na roleta russa das economias de casino - e os responsáveis políticos (os mesmos, por quase toda a Europa) não pensam em mudar o paradigma ou não anunciam essa intenção e não explicam sequer aos eleitores comuns, os eternos sacrificados, como vão gastar o dinheiro que utilizam para salvar os bancos e as grandes empresas da falência, aparentemente deixando tudo na mesma? E querem depois o voto desses mesmos eleitores, sem os informar seriamente nem esclarecer? É demais! É sabido: quem semeia ventos colhe tempestades...2.Nas ruas e universidades da Grécia, há vários dias, os estudantes manifestam- -se violentamente, atiram pedras contra a polícia, incendeiam automóveis, provocam distúrbios. Indignação ou houve o pretexto de a polícia ter matado um estudante? Não são, contudo, jovens marginais, filhos de imigrantes, habitantes de bairros problemáticos, como sucedeu, há meses, em França. São filhos da burguesia que está a ser muito afectada com a crise.A França foi a primeira a inquietar-se. Com razão. Quando há uma crise latente, que fere em consciência as classes médias, qualquer pretexto serve para gerar a revolta. Maio de 68 foi assim. De Gaulle, que era o De Gaulle, desapareceu e esteve dois dias na Alemanha a ouvir as forças militares de ocupação ali estacionadas.A Espanha também tem motivos de preocupação: a subida em flecha do desemprego, o mal-estar social latente, que sucedeu a um período de grande crescimento, a bolha do imobiliário, que rebentou como era previsível, as tensões crescentes entre algumas autonomias e o centralismo de Madrid.Portugal também não deve ficar indiferente. Com as desigualdades sociais sempre a crescer, o aumento do desemprego que previsivelmente vai subir imenso, em 2009, a impunidade dos banqueiros delinquentes, o bloqueio na Justiça, e em especial, do Ministério Público e das polícias, estão a criar um clima de desconfiança - e de revolta - que não augura nada de bom. Oiçam-se as pessoas na rua, tome-se o pulso do que se passa nas universidades, nos bairros populares, nos transportes públicos, no pequeno comércio, nas fábricas e empresas que ameaçam falir, por toda a parte do País, e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente que tem demasiadas componentes prestes a explodir. Acrescenta-se o radicalismo das oposições, à esquerda e à direita, que apostam na política do "quanto pior melhor". Perigosíssima, quando não se apresentam alternativas credíveis...França, Espanha, Portugal e outros Estados membros não são a Grécia, é verdade. Cada país é um caso. Mas a União Europeia não está a ajudar nada. O plano aprovado na última cimeira não passa de um paliativo: injectar dinheiro nos bancos e nas grandes empresas, para que tudo - de essencial - possa ficar na mesma. Sem ter em conta o grande descontentamento e a grande desconfiança que os provocam sem esclarecer satisfatoriamente as opiniões públicas, sem transparência, sem uma visão estratégica, coerente e concertada dos 27 Estados quanto ao que é necessário fazer, para assegurar a mudança.Nesse aspecto, a nova América de Obama está bem melhor do que a União Europeia. Além do mais, porque na América o pessoal político está a mudar. E, na Europa, continuam as mesmas caras, insusceptíveis de entusiasmar seja quem for...3.Na Cimeira de Bruxelas do último fim-de-semana deu-se, no entanto, um passo útil em matéria ecológica. A União comprometeu-se, conjuntamente, a reduzir as emissões de gás de efeito de estufa em 20% até 2020, em relação ao nível de 1990. A aumentar o nível das energias renováveis até 20% do consumo e, assim, a realizar 20% das economias de energia. Foi o progresso anunciado, com a certeza - diga-se - de que seria acompanhado pela nova América de Obama, o que ajudou muito. Al Gore, que ganhou o Nobel com o livro e o filme Uma Verdade Inconveniente, corroborou taxativamente este sentimento, no recente discurso que fez na Conferência da ONU em Poznan, Polónia.4.Oceano, o nosso futuro. No encontro que acaba de decorrer em Lisboa, no Oceanário, para celebrar o 10.º aniversário do Relatório "O Oceano, Nosso Futuro", que a Comissão Mundial Independente para os Oceanos apresentou na Expo, em Lisboa, no Ano Internacional do Oceano, 1998, e que foi ulteriormente submetido à Assembleia Geral da ONU, as propostas então formuladas foram reavaliadas por uma comissão de personalidades de reputação mundial. Pôs-se em evidência o que se conseguiu progredir, o que ficou em "águas paradas", identificando-se o que falta realizar prioritariamente. Foi uma reunião muito oportuna de reflexão sobre o relatório, e cujos principais organizadores foram Mário Ruivo, conhecido especialista português em assuntos do oceano, e o especialista francês Jean-Pierre Levy, conjuntamente com o chileno Patrício Bernal. O relatório está traduzido em 13 línguas e é hoje considerado um texto de referência. Para além de personalidades e entidades portuguesas participaram, entre outros, Federico Mayor Zaragoza, antigo director-geral da UNESCO, José Luís Jesus, presidente do Tribunal Internacional do Direito do Mar (Cabo Verde), Biliana Cicin-Sain (USA), Lorraine Ridgeway (Canadá), Luís Filipe Macedo Soares (Brasil), Haiqing Li (China), Chua Thien-Eng (Malásia), Sidney Holt (Reino Unido), Peter Bridgewater (Austrália), Alexander Yankov (Bulgária), Salvino Busuttil (Malta), Peter Haas (USA), Makram Gerges (Egipto) Cherif Sammari (Tunísia), Awni Behnan (IOI). O antigo secretário-geral da ONU Kofi Annan, na impossibilidade de estar presente, mandou uma mensagem que foi lida e muito aplaudida. O mesmo fez o primeiro-ministro português, José Sócrates, que, estando a participar na Cimeira de Bruxelas, nos enviou as suas palavras e se fez representar pelo ministro da Defesa, Severiano Teixeira. Esteve presente ainda e proferiu um discurso, de grande actualidade e interesse, o alto-comissário para os Assuntos do Mar de França, Jean-François Tallec, organização directamente sob a égide do primeiro-ministro de França, país que neste momento assegura a presidência da União Europeia.Em suma, tratou-se de uma reunião que visa actualizar e promover uma estratégia global para uma governação responsável do mar, de vital importância e actualidade, que muito beneficiaria se se conseguisse finalmente mobilizar apoios e lançar em Lisboa um Observatório Independente Mundial para os Assuntos do Oceano. Oxalá as promessas se cumpram e se possa começar a trabalhar o mais cedo possível, passando das palavras à acção. O momento é propício...
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